A obra investiga o racismo como eixo estruturante da experiência de pessoas negras em situação de rua, as quais define como “condenados da rua”. Utilizando a sociogênese de Frantz Fanon, o autor analisa como a raça impulsiona violências nos campos objetivo, subjetivo e simbólico. A metodologia abrange observação participante e a análise episódica de Grada Kilomba para examinar o cotidiano e a “invenção do Outro”. O texto problematiza a cobertura midiática e revisita o sistema-mundo colonial para evidenciar o fenômeno como uma expressão do genocídio. Por fim, articula marcadores de classe, gênero e território para esmiuçar as cenas de vilipêndio e as relações de poder na sociedade.
Arthur Cândido Lima – Especialista em Direito Penal e Criminologia pelo Complexo de Ensino Renato Saraiva, Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais e Doutorando em Psicologia Social.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO……….xiii
PREFÁCIO………………..xvii
1 INTRODUÇÃO……………1
2 PERCURSOS E PERCALÇOS: a história de um trajeto metodológico……7
2.1 Os percursos: notas sobre a angústia do pesquisador……………………….8
2.2 Os percalços: das desventuras da paralisia as aventuras do movimento.11
2.3 A sociogênese vai às ruas: o método em questão……………………………..19
2.4 A aproximação com o campo-tema da pesquisa: construções
metodológicas……………………………………………………………………………………25
2.5 A imersão no campo………………………………………………………………………31
2.6 A observação participante………………………………………………………………32
2.7 O diário de campo possível……………………………………………………………34
2.8 A análise episódica……………………………………………………………………….36
2.9 Mas afinal, o que é uma cena? ……………………………………………………. 40
2.9.1 As cenas do vilipêndio……………………………………………………………… 47
3 PRÓLOGO PÓSTUMO: a população em situação de rua……………………51
3.1 A marcha da conjuntura……………………………………………………………… 53
3.2 Amplia-se os direitos sociais, conserva-se o aniquilamento……………..59
4 CRÔNICAS DO VILIPÊNDIO…………………………………………………………63
4.1 Sem lenço nem aceno de adeus ……………………………………………….. 64
4.2 Pra não dizer que não falei das Flores………………………………………… 71
4.3 As chamas do vilipêndio……………………………………………………………..79
4.4 Dos objetos que carregam um sujeito ao sujeito que é demarcado
como um objeto……………………………………………………………………………. 83
4.5 Uma manhã abrasadora de setembro ………………………………………..88
4.6 Réquiem para a humanidade vilipendiada……………………………………91
5 “A EUROPA É INDEFENSÁVEL”: as colonialidades do sistema-mundo..103
5.1 A estratificação da humanidade vilipendiada…………………………………110
5.2 A rua na sombra da modernidade ……………………………………………….114
5.3 Dos desígnios à destruição………………………………………………………..120
5.4 Os tempos pandêmicos: invisibilidade ou negligência ativa?………….141
6 AS CENAS DO VILIPÊNDIO………………………………………………………..149
6.1 Aos que têm fome, o que se dá? O poder em questão………………….153
6.2 Uma estrada tão árdua para pés que já se encontram tão cansados:
a racialização do poder………………………………………………………………….161
6.3 É pelo olhar do Outro que (não) me reconheço como sujeito:
genderizando o poder racializado ………………………………………………….174
6.4 “EU VOU EXPLODIR UMA BOMBA AQUI”: notas sobre o chão
que pisa a opressão…………………………………………………………………….189
6.5 “Viverão após o aniquilamento?” ……………………………………………. 200
7 EPÍLOGO ÂNTUMO: considerações finais ………………………………….213
REFERÊNCIAS ………………………………………………………………………….223




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