Teoria da Constituição – Revista, atualizada e ampliada
A 12ª edição da obra chega ao público revista, corrigida e ampliada. Marcada pelo diálogo crítico e contribuições de juristas como Marcelo Cattoni e David Gomes, a publicação aprofunda e reformula conteúdos essenciais, alinhando-se a uma perspectiva democrática e voltada à realidade brasileira. Dentre as novidades, destacam-se a recepção crítica da teoria da sociedade e as reservas ao referencial luhmanniano, além do delineamento de um giro marxista-socialista no pensamento do autor José Emílio Medauar Ommati. O texto expande o estudo da Metódica Estruturante de Friedrich Müller e problematiza novos institutos e práticas processuais, como os acordos na jurisdição constitucional do STF e a arguição de relevância no STJ (EC nº 125/2022). O exame alerta para os riscos do pragmatismo e da seletividade econômica no filtro recursal, defendendo a legitimidade democrática do procedimento jurisdicional.
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Flávio Quinaud Pedron – Mestre e Doutor em Direito. Professor adjunto da PUCMinas e advogado.
José Emílio Medauar Ommati – Mestre e Doutor em Direito Constitucional. Professor da PUCMinas e do PPGD da Universidade de Itaúna – MG.
SUMÁRIO
NOTA À DÉCIMA SEGUNDA EDIÇÃO…………………………………….vii
APRESENTAÇÃO À PRIMEIRA EDIÇÃO………………………………..xi
1 Capítulo – A TEORIA DA CONSTITUIÇÃO COMO CHAVE INTERPRETATIVA DO DIREITO E DO DIREITO CONSTITUCIONAL..1
2 Capítulo – O QUE É UMA CONSTITUIÇÃO? SOBRE OS VÁRIOS
SIGNIFICADOS DO TERMO CONSTITUIÇÃO E A TEORIA DO PODER CONSTITUINTE…………………………………………………19
2.1 A Legitimidade do Direito Moderno através do Momento
Constituinte: Uma Necessária Reformulação da Teoria do Poder
Constituinte no Brasil…………………………………………………………….37
2.2 O Poder Constituinte de Segundo Grau: Poder Constituinte
Derivado e Poder Constituinte Decorrente……………………………….70
2.3 Um Esforço de Sistematização: As Principais Classificações de Constituição………79
2.4 A Classificação das Constituições de Karl Loewenstein: O Critério Ontológico de Classificação das Constituições……..82
3 Capítulo – A CONSTITUIÇÃO FORMAL E RÍGIDA E O TEMPO: SOBRE OS MECANISMOS DA MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL, DISSINTONIA, RECEPÇÃO E DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO..89
3.1 A Leitura Tradicional da Tese das Mutações Constitucionais e
Inconstitucionais como Mecanismos de Mudança Informal das
Constituições Formais e Rígidas…………………………………………….90
3.2 Uma Leitura Crítica Contrária à Afirmação de que Existiriam
Mutações Constitucionais a o Risco de Naturalizarmos um
Decisionismo por Parte de nossos Tribunais…………………………….97
3.3 A Constituição Nova em Face do Ordenamento Jurídico Anterior: Os Mecanismos da Recepção e da Desconstitucionalização…………………………………………………………138
3.4 A Figura do Precedente e o Equívoco da Mutação: (des)semelhanças entre o Common Law e o Direito Brasileiro………………………………………………………………………………142
4 Capítulo – A APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS …147
5 Capítulo – A HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL NO ESTADO
DEMOCRÁTICO DE DIREITO…………………………………………………153
5.1 A Reviravolta Hermenêutico-pragmática na Filosofia, a Questão dos Paradigmas e sua Contribuição para a Hermenêutica Jurídica…………………………………………………………………………………155
5.1.1 Heidegger e a Historicidade do Ser…………………………………..161
5.1.2 Hans-georg Gadamer: A Hermenêutica e a Reabilitação do
Preconceito……………………………………………………………………………169
5.1.3 Ludwig Wittgenstein e os Jogos de Linguagem…………………..179
5.1.4 Thomas Kuhn e os Paradigmas na Ciência………………………..188
5.1.5 A Recepção no Direito da Reviravolta Hermenêutico-pragmática na Filosofia: Os Princípios Jurídicos…..194
5.1.6 O Pensamento Jurídico de Robert Alexy: Princípios Jurídicos
como Valores e o Princípio da Proporcionalidade………………………..213
5.1.7 O Pensamento Jurídico de Ronald Dworkin: O Direito como
uma Questão de Princípios e a Integridade do Direito………………….227
5.1.8 O Pensamento Jurídico de Klaus Günther: A Distinção entre
Discursos de Justificação e de Adequação e as Críticas ao
Princípio da Proporcionalidade………………………………………………….259
5.1.9 A Teoria Estruturante do Direito de Friedrich Müller e a
Distinção entre Texto de Norma e Norma Jurídica……………………….267
5.2 Críticas À Classificação de José Afonso da Silva da Aplicabilidade das Normas Constitucionais e à Tese da Mutação Constitucional…………………………………………………………………………276
5.3 O Solipsismo Judicial e os Vieses Cognitivos: Por que a
Fundamentação não é um Ato de Consciência Individual……………..281
6 Capítulo – O CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS NO DIREITO COMPARADO……285
6.1 Quem Deve Ser O Guardião da Constituição? O Debate entre Carl Schmitt E Hans Kelsen sobre a Legitimidade do Controle Judicial de Constitucionalidade das Leis……………………………………………………..286
6.2 A Suprema Corte como Árbitro: A Proposta de John Hart
Ely do Controle de Constitucionalidade como O Guardião dos
Procedimentos Democráticos…………………………………………………….290
6.3 A Integridade do Direito, a Democracia como Regime de
Parceria e a Defesa do Controle Judicial de Constitucionalidade
das Leis no Pensamento de Ronald Dworkin……………………………….293
6.4 O Controle de Constitucionalidade das Leis como Instrumento de Garantia dos Procedimentos Democráticos no Pensamento de Jürgen Habermas………………………………………………………………………………..301
6.5 Os Sistemas de Controle de Constitucionalidade…………………….305
6.6 O Controle de Constitucionalidade no Brasil……………………………318
6.7 A Função Contramajoritária do Judiciário e a Crítica à Retórica das “Vozes Das Ruas”…..413
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………………………………………..419




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