A obra está dividida em nove capítulos, sendo que no primeiro foram estabelecidas as bases teóricas que serão úteis para o desenvolvimento dos oito capítulos que se seguem, cujos seis capítulos seguintes possuem viés histórico e têm como objetivo analisar como o sistema inquisitório se adaptou a cada época e como serviu a cada modelo de Estado, desde o império romano, precursor do modelo absolutista, até sua sobrevivência nos tempos atuais impedindo a efetiva construção do Estado Democrático de Direito. O autor investiga por que a inquisitoriedade herdada prevalece no Código de Processo Penal vigente, bloqueando a consolidação de um verdadeiro Estado Democrático de Direito no Brasil.
José de Assis Santiago Neto – Mestre e Doutor em Direito Processual (PUC/MG). Professor de Direito Penal e Processual Penal (PUC/ MG). Advogado Sócio da Santiago e Associados Advocacia Criminal.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO…………………………………………………………..xiii
PREFÁCIO…………………………………………………………………….xvii
1 INTRODUÇÃO ……………………………………………………………1
2 SISTEMAS PROCESSUAIS E O PROCESSO PENAL DE PARTES
CONSTRUÍDO PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988………………..5
2.1 Estabelecendo as premissas e conceitos fundamentais…5
2.2 A busca dos fundamentos do Processo Penal e a quebra da bipartição acusatório e inquisitório ………21
2.2.1 Sistema inquisitorial………………………………………………..28
2.2.2 Sistemas processuais de partes em contraditório……….37
2.3 O procedimento inquisitorial como instrumento de perseguição e neutralização do outro………………….55
2.4 Processo Penal de partes: a construção comparticipada da decisão processual no paradigma do Estado Democrático de Direito……………………………………………………………………………57
3 SISTEMAS PROCESSUAIS E SUA ORIGEM NO DIREITO
ROMANO………………………………………………………………………71
3.1 O estudo histórico do Direito e a historiografia de grandes eras: a (re)construção dos sistemas processuais através do tempo……………………………………………………………………………71
3.2 O procedimento penal na Monarquia: o berço do modelo inquisitório ………………………………………………………………..76
3.3 O processo penal na fase republicana: o nascimento do modelo acusatório …………………………………………………….. 82
3.4 O principado e a retomada inquisitória…………………………94
3.5 O absolutismo romano no período do Dominato e o aperfeiçoamento do modelo inquisitório: o surgimento da justiça penal eclesiástica e a transição para a Idade Média…………………………………………..103
4 A IDADE MÉDIA: DOS JUÍZOS DIVINOS À INQUISIÇÃO ECLESIÁSTICA…………………………………………………………..109
4.1 Processo Penal na Alta Idade Média e os julgamentos dos Deuses…………………………………………………………………..111
4.2 Processo Penal na Baixa Idade Média: a inquisição religiosa-estatal ………………………………………………………………..124
5 PROCESSO PENAL NAS ORDENAÇÕES PORTUGUESAS:
A INQUISIÇÃO ESTATAL E A UNIÃO SECULAR-CLESIÁSTICA…175
5.1 Ordenações Afonsinas (1446-1521)……………………………178
5.2 Ordenações Manuelinas (1521-1569)………………………….184
5.3 As compilações de Duarte Leão (1569-1603)……………….192
5.4 Ordenações Filipinas (1603-1824)………………………………195
6 O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL NAPOLEÔNICO: O NASCIMENTO DA INQUISITORIEDADE TRAVESTIDA DE SISTEMA MISTO………………………………………………………………………….205
6.1 O Sistema Inquisitorial travestido: o “Sistema Misto”……. 220
7 O PROCESSO PENAL FASCISTA E O RESGATE DO MODELO
NAPOLEÔNICO: A MANUTENÇÃO INQUISITÓRIA…………..227
7.1 A ascensão do fascismo…………………………………………….228
7.2 O fascismo e o processo penal de seu tempo………………230
8 O PROCESSO PENAL BRASILEIRO…………………………….255
8.1 O Processo Penal imperial e a reprodução inquisitorial-napoleônica no Código de Processo Criminal de 1832………259
8.1.1 O Código de Processo Penal de Primeira Instância (1832)
e a reprodução do modelo inquisitóral-napoleônico…………….264
8.2 O Brasil república e as constituições republicanas: a desvalorização dos Direitos Fundamentais e as portas abertas para a manutenção inquisitória……………………………………………………………………….276
8.3 A reviravolta proporcionada pela Constituição de 1988: a adoção do Processo Penal de partes e a impossibilidade da manutenção do Código de Processo Penal inquisitorial – o período de reformas pontuais incapazes de mudar a estrutura e a cultura…………….342
8.3.1 A inadequação de um Código Ditatorial ao regime democrático e a necessidade de um novo Código de Processo Penal em conformidade com as exigências democráticas………………………………………..422
9 A REFORMA PROCESSUAL PENAL NO BRASIL, ANTES TARDE DO QUE NUNCA!…………………………………………..433
9.1 A reforma tardia do Código de Processo Penal brasileiro e as bases do projeto de reforma…………………………………433
9.2 Além da reforma: o Estado pós democrático e a manutenção do processo inquisitório………………………………………..445
10 CONCLUSÃO………………………………………………………………453
REFERÊNCIAS………………………………………………………………..459




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